Sou uma pessoa que nasceu na década de 80 (mais precisamente em 82) e que viveu as grandes modas e manias das décadas de 80 e 90. E tenho reparado as mudanças que a vida de hoje proporcionava que antes não existia. Antes que pense que se trate em mais um post saudosista que diz que tudo que é antigo é bom, devo avisar que irei apenas fazer uma comparação sem nenhuma pretensão das coisas que existiam antes e hoje não mais existem.

Qual o melhor game da época?
Um dos setores com maiores impactos foi o lazer. Nossa, só de imaginar em comparar os jogos de um Wii com os de um Atari/Nitendinho é uma aberração. E o pior de tudo que era muito divertido. Que atire a primeira pedra quem nunca ficou HORAS jogando Enduro ou River Raid III no Atari, ou achava graça em ganhar de 50×0 no International Superstar Soccer no Nitendo. O engraçado era que, no ISC, os gols saíam sempre da mesma maneira. Naquele escanteio marcado na 1ª trave; pelo chute de fora da área; ou encobrindo o goleiro (para os mais viciados – nem dá para chamar de habilidosos porque habilidade não era um pré-requisito).
Hoje em dia temos jogos que ultrapassam a nossa imaginação. O engraçado é que um dia desses, Gustavo (estagiário de inglês lá do curso) foi mandar uma que odiava PacMan. Ele quase que apanhou. Simplesmente porque naquele momento só existiam pessoas que viveram este momento Atarista da vida. Mas eu entendo-o. É muito difícil para ele compreender que o aqueles jogos quadrados e sem nenhum efeito gráfico avançado tenha graça. Só quem viveu sabe.
A música também sofreu grandes mudanças. Nesta área eu segui o tempo. Um dia desses passei em frente à uma loja de som automotivo e eles colocaram nada mais, nada menos uns dos top hits do funk: “Feira de Acari”.
Não perco mais a linha ouvindo este som, mas você ainda é capaz de me encontrar sussurrando as letras sem errar. Fora as outras bandas da época. Gun’s, Scorpions, Oingo Boingo, The Smith, The Cure, A-ha, Biquíni Cavadão, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii e outros. E muitas bandas sobrevivem de shows para o pessoal da época. E não são poucas pessoas. Mas devo admitir que prefiro as músicas mais atuais (salvo algumas exceções).

Esquadrão relâmpago .... CHANGEMAN
Ahhhh … e as festas. Estas eram peculiares. Me lembro que tinha um vizinho que ia para o baile funk de corredor. Voltava todo quebrado cheio de marca das porradas de borracha de pneu que levava dos seguranças – mas voltava feliz. Acho que este tipo de baile até pouco tempo ainda existia. Bom, me lembrei também dos bailes de espuma. Uhulllll ….. isto o pessoal gostava! Pena que manchava a roupa. Mas quem se importa com isto?
Além disto, as festinhas americanas no salão de festas eram bem rotineiras. E o show mais caro que eu tinha pensado em ir foi o show do Metallica no Estádio da Gávea que estava custando R$ 60,00. Por falar em shows caros. Não posso esquecer. A carteirinha da meia-entrada. Sinceramente, nunca usei uma carteirinha de meia. Acho que antigamente ela não tinha o seu uso tão vasto assim.
A roupa mudou pouco. Quero dizer. Vestuário é algo que estará sempre em constante mudança. Não adianta comparar. Mas algumas modas fazem história. E uma delas foi o Nauru. Sonho de consumo de 10 entre 10 jovens. Também nunca vi um calçado ser tão falsificado.
Televisão:
- Quando criança: Xuxa e Angélica.
- 10-14 anos: desenhos japoneses e outras coisas que não me lembro mais. Aliás, Power Rangers não eram (e, provavelmente, nunca serão) nem 1/10 do que foi os Changeman e outros dos gênero.
- Pós 15: Barrados no Baile, Plantão Médico e Casseta e Planeta.
Se a qualidade televisiva melhorou ou piorou hoje em dia eu não sei, pois não gosto e nem vejo mais TV.

Kichute, mais do que uma lenda!
Lanches escolares: Mirabel e Toddynho. Já que estamos falando de escola, se lembram do Kichute?!?!?! Aquela mesma chuteira de ir ao colégio que tínhamos que dar umas 20 voltas na canela para fazer o nó!
Continuando a série escolar, não dá para deixar de lembrar das coleções da Faber Castel. Início de ano no colégio era aquela guerra para ver quem tinha a maior coleção de lápis que, no final, quase não usávamos.
Agora. No Rio de Janeiro tinha algo que somente a minha geração pode aproveitar: Tivoli Park. Simplesmente o melhor parque de diversões que a cidade já teve!!! Quem viveu curtiu, quem não curtiu nunca saberá!
E, por falar em parques, para quem viveu a infância na Zona Norte – Oeste da cidade deve ter passado pelo menos uma vez no parque de Marechal Hermes. É um dos parques mais antigo da cidade (junto com o Shangai) e foi tombado pela Prefeitura. Quem passa hoje em dia por lá mal sabe que aquele pequeno pedaço de terra já foi a alegria da criançada.
E por falar em Shangai, alguém sabe como que anda este parque? Tem séculos que não passo por aquela região. E nem sei como o parque vive (se ainda vive) hoje em dia.

Do you remember?
Hoje em dia, com a invasão de celulares na vida das pessoas, vemos até crianças portando estes dispositivos portáteis (que hoje em dia não se resumem somente à conversação, incluindo recursos como TV, computador, rádio e – se der mole – de micro-ondas também). Naquela época, o pager era o destino dos pobres mortais (pobres mesmo, porque os ricos tinham direito àqueles celulares StarTac da Motorola).
Quem não se lembra de ter ligado uma única vez para a central da Teletrim ou da Motorola para passar mensagem para alguém? Quem um dia não teve a curiosidade de saber se as atendentes escreviam tudo mesmo (incluindo os palavrões) e enviou uma mensagem para si mesmo de teste? Quem não achava aqueles minúsculos aparelhos como o auge da tecnologia?
Aliás, esqueci de algo? Deixe aqui também alguns fatos, locais e momentos de sua vida pré século XXI.
Abraços à todos e um bom Natal!
Nasci 10 anos antes de você…..mas curtimos as mesmas coisas…
Acho que sou lenta ou você foi um super acelerado…..
Curti muito, na década de 80 os MENUDOS kkkkkkkkkkkkkkkk. Amava o Robbie Rosa. O Vinicius ri da minha cara sempre que falamos nisso. Festa americana, todas… Você esqueceu do “largo de Bangu” todo domingo….ótimo. Namorei muito por ali…
Até hoje, ainda curto…. veja “Não se reprima” no meu perfil do orkut.
Nunca fui ao parque de Marechal, mas ao Tivoli… inúmeras vezes….. Eram feitas excursões pela escola. Fui como aluna e como professora…..
Usei Kichute amarrado na canela, sim…
Ficava horas no Atari jogando “megamania” e “seaquest”. Sem falar no “free cell” que vinha de brinde.
Foi uma época muito legal, mas prefiro a minha vida hoje…. Sou bem mais feliz….
Beijos!
Em relação ao Largo de Bangu, eu não fui frequentador do local não.
Devemos ser felizes em todos os momentos de nossa vida. Acho que o principal motivo deste post é fazer uma salva lembrança das coisas simples que fazíamos e que nos divertíamos.
E isto só reparamos mesmo quando o tempo passa. Quem sabe daqui há 15 anos os adolescentes de hoje se lembrem dos momentos atuais como nos lembramos do nosso.